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Aulas online vs aulas presenciais – o que é melhor?

Aulas

Aulas online ou aulas em presença? Com paisagens em constante mudança e novos desafios globais, educadores e alunos espalhados por todo o mundo tiveram que se adaptar. Nesta nova era, a comunicação entre família e amigos teve que acontecer via WhatsApp, FaceTime ou Zoom. E a educação seguiu o mesmo exemplo.

Não há como negar que a aprendizagem digital é um recurso valioso. A educação online certamente tem o seu mérito. Mas, quando o mundo voltar ao normal, irá continuar a vencer? Ou nada poderá realmente bater o encontro cara a cara, e a aprendizagem numa sala de aula? Vamos explorar estas questões.

A aprendizagem online torna a educação acessível

O surgimento da aprendizagem online “perturbou” o sistema educacional. A escolaridade é, por tradição, presencial. Isto tem implicações para indivíduos incapazes de frequentar a escola. Desta forma, a vantagem mais óbvia de oferecer oportunidades de aprendizagem online é o aumento do seu alcance. O formato online chega a muito mais pessoas.

A educação digital tem permitido a muitas pessoas ganhar qualificações. Permite até o seu requalificar para novas carreiras, em qualquer fase das suas vidas. Isto permite uma abertura da educação formal. Há quem não possa deixar o emprego a tempo inteiro, ou outros compromissos, para frequentar a universidade. Assim, podem progredir a partir de casa, no horário que mais lhes convém.

De acordo com alguns estudos, os alunos do ensino à distância obtiveram melhor desempenho em exames e notas, face aos alunos do ensino tradicional. Este resultado pode mostrar-se positivo também para os estudantes de língua estrangeira. Interagir com falantes nativos é um método aprovado para alcançar a competência linguística. As plataformas online conseguem ligar facilmente os estudantes com falantes nativos de outro país.

Nas salas de aula (virtuais ou físicas), a tecnologia oferece aos professores formas inovadoras de explicar o que quer que seja. A tecnologia também ampliou o papel da “gamificação”. Trata-se de um método de aprendizagem baseada em jogos, na educação online. A gamificação é frequentemente vista em aplicações de aprendizagem de línguas. O utilizador aprende a língua que escolheu estudar através de uma série de desafios virtuais, com recompensas imediatas. A vantagem destas aplicações é o potencial para que os indivíduos aprendam ao seu próprio ritmo e conforto.

Mas o digital também tem as suas limitações…

Dar aulas online requer diferentes abordagens e competências, em relação a dar aulas numa sala de aula física.

Durante este ano, particularmente, os professores do ensino tradicional tiveram que se adaptar e aprender por si próprios, de forma a ensinar os alunos online. Isto poderia ter abrandado o progresso da educação, uma vez que os alunos também tiveram que se adaptar à aprendizagem online.

Para que a aprendizagem online ou à distância funcione de forma eficaz, e para que o conteúdo do curso ministrado tenha um impacto no progresso do aluno, este conteúdo tem de ser de um padrão de qualidade muito elevado. Tem de estar adaptado ao ambiente de aprendizagem online. Tal como uma aula física bem sucedida requer uma grande preparação e uma compreensão da teoria, o mesmo é exigido da educação digital.

A interactividade é fundamental num ambiente de aprendizagem. Uma barreira fundamental à aprendizagem, identificada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), é a capacidade dos professores se ligarem aos estudantes e identificarem as suas necessidades. Isto pode ser mais difícil de conseguir sem tempo passado na sala de aula física. Se a aprendizagem online for entregue a uma turma grande, em vez de pequenos grupos tutelados, ou em ambientes individuais, é ainda mais difícil.

Além disso, onde os estudantes não têm acesso à tecnologia, ou estão a aprender à mercê de uma má ligação à Internet, as questões de ligação à videoconferência podem deixá-los em desvantagem. As competências digitais também não são distribuídas uniformemente entre os estudantes. Nem todos os alunos terão o conhecimento ou a compreensão necessários para tirar o máximo partido da educação virtual. Se os professores não tiverem as competências ou tempo para as desenvolver, os estudantes podem ficar para trás.

As aulas presenciais também têm alguns inconvenientes

O sítio onde vivem e a origem socioeconómica dos estudantes podem ser barreiras no acesso à educação. Com as turmas presenciais limitadas à capacidade da escola, e muitas escolas a aceitarem apenas alunos que vivem na zona, a oferta exclusiva de ensino em pessoa excluí alguns. Isto é particularmente visível quando a educação não é disponibilizada gratuitamente.

Embora tenha sido a forma tradicional de aprendizagem durante décadas, o estilo de aprendizagem de alguns estudantes não se adequa ao de uma sala de aula completa. Muitos descobrem que falar em frente dos seus colegas é intimidante, limitando a sua interacção e oportunidade para um feedback valioso. Estes estudantes podem achar mais fácil participar nas discussões em sala de aula em formato digital.

Mas a aprendizagem presencial ganha no final

aulas online

Na sala de aula, o valor de um professor estende-se para além da aula que está a ser ministrada. Para obter o melhor dos seus alunos, o papel de um professor é também motivar, encorajar e supervisionar. Este último é particularmente difícil de fazer através das aulas online. A tecnologia pode mesmo ser trazida para a sala de aula, como suplemento eficaz para as aulas presenciais. Por exemplo, a inclusão de animações, conteúdos de vídeo e aprendizagem baseada em jogos permite experimentar os benefícios destas ferramentas. Esta inclusão é mais eficaz do que o uso exclusivo de métodos de aprendizagem online.

Interactividade, personalização e comunicação eficaz são ingredientes-chave para uma boa aprendizagem. Não se pode vencer a sala de aula como o ambiente por excelência de feedback precioso. A investigação identificou o diálogo a dois como uma das formas mais eficazes de comunicação, sendo particularmente importante na educação. Isto permite uma educação de avanços e recuos, de perguntas e respostas, mais fácil de atingir quando estamos numa sala. Neste contexto temos a possibilidade de ir para lá do diálogo entre professor e aluno: há também a interacção entre alunos e entre grupos.

E ainda…

Quando aprendem uma língua, os estudantes alcançam melhores resultados a aprender em presença. E não apenas numa sala, mas também quando estão no país da língua que estão a estudar. Aprender durante um programa de estudo no estrangeiro, ou trabalhar noutro país, acelera a taxa de aprendizagem de línguas. Tudo isto melhora a proficiência linguística do estudante.

A cultura é uma parte importante e agradável da aprendizagem de línguas. Língua e cultura estão intimamente ligadas. A compreensão da cultura ajuda a compreender as raízes da língua, bem como a sua utilização a um nível mais profundo. A motivação da aprendizagem da língua altera-se: não se está a aprender apenas por motivos funcionais, como ter sucesso na carreira. O aluno precisa de aprender a língua para se relacionar com os outros. Demonstrou-se até que esta imersão na cultura e na língua permitem aprofundar o sentido de “si próprio” de um aluno. E a melhor forma de se ligar à cultura da língua e daqueles que a falam, é aprender entre os falantes nativos.

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